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Quem passou por aqui

Da literatura à vida pública: os nomes que movimentaram a FLIP 2026

Zadie Smith, Cármen Lúcia, Milton Hatoum, Ana Paula Tavares e Drauzio Varella ampliaram o alcance das conversas em Paraty.

Retrato da escritora Zadie Smith
David Shankbone — CC BY 4.0

Uma festa literária ganha força quando os livros conversam com o mundo ao redor. Em 2026, a programação reuniu autores consagrados, uma ministra do Supremo, um médico e escritor, vencedores de prêmios e novas vozes. A mistura ajudou a levar discussões sobre guerra, migração, identidade, democracia e pertencimento para o centro de Paraty.

Zadie Smith e a atenção internacional

A confirmação de Zadie Smith foi um dos anúncios de maior repercussão antes da festa. A escritora britânica construiu uma obra marcada por cidades multiculturais, relações familiares e choques de classe, raça e geração — temas próximos ao eixo curatorial da edição.

Ao lado de nomes como Kamel Daoud, Hisham Matar, Katie Kitamura, Eduardo Halfon e Nathacha Appanah, ela reforçou a dimensão internacional do programa.

Direito, saúde e literatura na mesma cidade

Cármen Lúcia e Drauzio Varella mostraram como a FLIP também cria pontes com a vida pública. Suas presenças atraem leitores que talvez não cheguem primeiro pela ficção, mas encontram na festa um espaço de ideias.

Milton Hatoum e Ana Paula Tavares, vencedora do Prêmio Camões de 2025, completaram um conjunto de convidados capazes de ligar memória, território e língua portuguesa em escalas muito diferentes.

Celebridade é consequência, não critério

Alguns nomes são reconhecidos fora do circuito literário e naturalmente ampliam a atenção. Mas o valor da programação está no encontro entre repertórios, não em um tapete vermelho. Para 2027, o melhor indicador continuará sendo a qualidade das conversas — e a lista só será atualizada quando os anúncios oficiais começarem.